sexta-feira, 24 de maio de 2013

Filme da Semana no Janela

Release do Programa

O Janela Indiscreta Cine-Vídeo Uesb, na ação Cinema na Uesb desta terça-feira, 28, apresenta, na mostra temática “Cinema além das sete cores: um olhar sobre a diversidade”, o longa nacional “Elvis e Madona” (2011), do diretor Marcelo Laffitte. A exibição será às 19 horas, no Teatro Glauber Rocha, com entrada franca e classificação de 14 anos. O professor João Diógenes, do DFCH/Uesb, fará o comentário logo após o filme.

Sobre o filme:
Elvis (Simone Spoladore) sonha em ser fotógrafa, mas a necessidade de sustento faz com que aceite o emprego de entregadora de pizza. Madona (Ígor Cotrim) é uma travesti que trabalha como cabeleireira. Ela sonha em produzir um show de teatro de revista. Logo após conhecer Elvis, que é homossexual, elas se tornam grandes amigas. Mas, pouco a pouco, nasce um sentimento mais forte que a mera amizade.

Mais informações:

Trailer:

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Palestra de Ariano Suassuna em Conquista

Por Marcelo Lopes

Dramaturgo. Poeta. Romancista. Nascido em 1927, na Paraíba, construiu muito da sua história literária em Recife, Pernambuco. Ariano Suassuna é dessas figuras emblemáticas da cultura brasileira, aguerrido defensor do nosso patrimônio material e imaterial, de onde bebe incansavelmente nos elementos mais fundamentais para compor sua obra.
Dono de um senso de humor muito inteligente, doce e ácido ao mesmo tempo, comove pela entrega à paixão com que defende e exalta os valores brasileiros.
O autor de “Auto da Compadecida” e “A Pedra do Reino”, abriu a segunda edição do Festival da Juventude, em Vitória da Conquista, no último dia 10 de Maio de 2013.
Para os que não puderam assistir, aí vai mais uma das chamadas aulas-espetáculos do mestre da literatura. Sempre um tributo àquilo que chamamos Brasil.



Registro da palestra de abertura da segunda edição do Festival da Juventude com o dramaturgo e poeta Ariano Suassuna, em Vitória da Conquista (BA), dia 10 de Maio de 2013. Produção e edição Secom/Pmvc.

terça-feira, 14 de maio de 2013

SertãoTango: a música argentina a Conquista

Release do evento

SertãoTango” é um projeto idealizado coletivamente pelo grupo “Tango por quarto” e com direção musical do pianista argentino Pablo Fornasari. A origem do nome “SertãoTango” vem da influência do maestro Astor Piazzolla, que em suas composições nomeou uma série de tangos aglutinando a palavra “tango” a diversos adjetivos, qualificando cada composição com o sentimento que se pretendia expressar durante a sua composição, a exemplo de Violentango, o famoso Libertango, etc. Diante disso o grupo “Tango por quatro” que teve sua formação em Vitória da Conquista, localizada na região que outrora se denominava “Sertão da ressaca”, uniu toda expressividade e paixão do tango às manifestações artísticas da cidade de origem.

O espetáculo, que conta com as vozes de André Effgen e Larissa Caldeira junto ao acordeon de Heryck Almeida e o piano de Pablo Fornasari, traça uma linha histórica de clássicos do tango argentino percorrendo os estilos tradicionais de antes da década de 1940, chegando até o tango contemporâneo de Piazzolla.

Astor Piazzolla
O concerto é enriquecido também pela colaboração da Academia RDS de dança de salão na presença dos dançarinos Renato dos Santos e Nete Ribeiro, além da participação especial dos músicos Kleber Moreno (acordeon) e Talita Villas-Bôas (Violino).

A apresentação do concerto “SertãoTango” acontecerá no dia 17 de maio, pontualmente às 20 horas no teatro do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima. Ingressos à venda nas Livrarias Nobel ( Av. Otávio Santos e Shopping Conquista Sul), na Livraria Só Letras ( Rua Siqueira Campos) e no dia do concerto na bilheteria do Centro de Cultura pelos valores de R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia).


LEMBRANDO
LOCAL
: CENTRO DE CULTURA CAMILLO DE JESUS LIMA
DATA
: 17 DE MAIO DE 2013
HORÁRIO
: 20H
INGRESSO:
R$ 30,00 / R$ 15,00
DIREÇÃO MUSICAL
: PABLO FORNASARI
 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Sexo e ideias criativas

Por Marcelo Lopes


Uma vez perguntaram ao cineasta Woody Allen se ele achava que sexo era sacanagem. “Só se for bem feito”, ele respondeu. Este texto não é necessariamente sobre sacanagem, embora alguém possa discordar.


Mais do que apenas circunscrita nos termos da biologia, o sexo é compartilhado socialmente pela mediação cultural que dita o que deve ou não deve ser aceito, cria seus tabus e o transforma no termômetro daquilo que chamamos de proibido. Pecar, por exemplo,  em certo sentido – justamente por ser pecado - é mais gostoso do que pesado na alma. Ao longo da história humana, o sexo desfilou com maior ou menor naturalidade pela arte, pela ciência, pela vida a dois, a três ou grupal. Na Grécia antiga, a homossexualidade era tratada como algo comum, permitido e até institucionalizado. Na tradição de alguns povos africanos a sensibilidade do corpo feminino é reconhecidamente um canal com os deuses, o que fazia com que certos homens “mudassem de sexo”, tornando-se virtual e conjugalmente mulheres e sacerdotizas. Até poucas décadas atrás, na nossa terrinha brasilis, era comum as famílias darem suas filhas ao casamento e quanto menos idade tivessem melhor para que gerassem mais filhos ao longo da vida fértil. Isto significava dizer que eram estimulados socialmente os casamentos entre homens adultos e meninas de doze ou treze anos, até menos. Muitas histórias de avós e bizavós vêm à tona se pararmos bem para pensar e olharmos nossos troncos familiares.

O Último Tango em Paris, de Bertolucci
Se o sexo ainda é tabu, a forma como lidamos com ele muda a todo o momento. Na arte principalmente. Por ser essencialmente transgressora, a criação artística dá conta de interpretar o sexo ao com todo prazer possível, e vice-versa. No cinema, podemos citar obras como O Império dos Sentidos, filme franco-japonês de 1976, do diretor Nagisa Oshima, que explora os limites do amor obsessivo entre uma ex-prostituta e o chefe de uma propriedade onde ela é contratada como empregada; Saló ou os 120 dias de Sodoma (1975), de Pier Paolo Pasolini, trata da história de um grupo de jovens que sofre uma série de torturas por quatro fascistas durante o ano de 1944, inclusive sexuais com alto teor escatológico; O Último Tango em Paris (1972), do cineasta Bernardo Bertolucci, explora a violência sexual e o caos emocional entre um homem mais velho (Marlon Brando) e uma jovem parisiense (Maria Schneider), lembrado até hoje pela cena tensa e altamente erótica de sexo anal.

Hoje, o cinema e o audiovisual dão conta de falar sobre sexo das maneiras mais diversas. Filmes que deixam de lado a simulação representativa do sexo e gravam cenas reais não são difíceis de achar: 9 Canções (Michael Winterbottom / 2004); Ken Park (Larry Clark / 2002); Q (Laurent Bouhnik / 2011); Shortbus (John Cameron Mitchell / 2005) são apenas alguns de uma longa lista. Outras abordagens bem interessantes são os exemplos abaixo.

Beautiful Agony: exercício do "prazer solitário" em video
Beautiful Agony (facettes de la petite mort) é um site que grava e exibe vídeos de pessoas (mulheres e homens) tendo orgasmos. Enquadrada apenas em close (sem genitálias e outras opções do tipo), a proposta mostra a gradual e quase poética escalada para a “pequena morte”, como bem descreve o subtítulo do site.

Hysterical Literature é uma série de vídeos de mulheres lendo textos, com passagens eróticas ou não, ao mesmo tempo em que são estimuladas por um vibrador. Atingindo o clímax, elas mostram “o dualismo entre o corpo e a mente”. O fotógrafo Clayton Cubitt, responsável pela ideia, diz que a série também pretendeu mostrar o contraste entre cultura e sexualidade, já que o orgasmo feminino ainda é criminalizado em algumas sociedades e religiões.


Hysterical Literature: Session One: Stoya (Official)