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sábado, 16 de março de 2013

Publicaram o Sintoma


Por Marcelo Lopes

O Sintoma de Cultura não chega a ser um acidente de percurso, mas nunca fez parte de um planejamento dentre as minhas dezenas de tarefas diárias. Não houve premeditação nem planos bem traçados, apenas aconteceu.

Em menos de um ano, o espaço virtual que me serviu de estímulo à escrita e às reflexões sobre a cultura também possibilitou o diálogo com muitas pessoas, que concordando ou discordando com o que escrevo, partilham do entendimento que a atividade cultural, qualquer que seja ela, precisa ser pensada e sentida para que nos beneficie.

O que escrevi neste poucos meses também referenciou este espaço virtual com um lugar de trocas, de compartilhamento de ideias principalmente com os amigos, parceiros e agentes/ produtores da cultura em todo lugar do país. Recebi emails e comentários bastante interessantes e isso por si só é gratificante; um bônus representativo para um lugar que nasceu sem muitas pretensões. 

A última desses gratos reconhecimentos veio de forma diferente, mas também interessante. Por isso, compartilho com vocês mais um ponto marcado pelas discussões do Sintoma. Abraço a todos e meu sincero apreço.

Fonte: www.locaweb.com.br/sobre-locaweb/revista.html

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Ilustradores Europeus

Por Marcelo Lopes 

ARTUR DU PINS
Arthur de Pins (Bretanha, 1977 – criado em Versalhes) é um ilustrador francês, formado pela Escola Superior de Artes Decorativas de Paris. 


Tem um talento próprio para desenhar a nudez feminina, com formas voluptuosas, de amplas curvas e muita sensualidade. Tem publicações que rodam todo o mundo e atua também na publicidade. Muitos de seus personagens têm linhas um pouco mais robustas que o padrão magricela da moda e que - sem perder o charme nem a sedução - tornam irresistíveis os volumes generosos de seus desenhos. Seus trabalhos alcançam o erotismo com muito bom humor em histórias curtas de suas tiras de quadrinhos fantásticas. Brincando com temas do cotidiano, com cenas pitorescas da sexualidade (e da diversidade sexual) Arthur de Pins vem se destacando como um dos ilustradores mais criativos das últimas décadas. Conhecido mundialmente por seus trabalhos em publicidade, pelas suas histórias engraçadíssimas (Péchés Mignons) e outras áreas da ilustração o desenhista é um bom exemplo de carisma, técnica e criatividade.

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MOEBIUS
Jean Giraud (França, 1938 / 2012) foi um artista francês de história em quadrinhos que também colaborou na produção de diversos filmes. 


Giraud é também conhecido pelos pseudônimos de Moebius e Gir. Ele começou a publicar suas primeiras tiras aos 18 anos, logo tornando-se um dos ilustradores mais consagrados da Europa. Em geral, Giraud assinava como Moebius em seus trabalhos de ficção científica e fantasia, que costumam ser mais experimentais. Em 1963, Moebius aparece pela primeira vez na revista Hara Kiri. Nela, foram publicadas 21 tiras em 1963 e 64, e então se passou quase uma década até que o pseudônimo fosse utilizado novamente. Em 1974, ele formou os Humanoïdes Associés junto com Jean-Pierre Dionnet, Philippe Druillet e Bernard Farkas. No mesmo ano, lançaram a revista de fantasia e ficção científica Métal Hurlant, que se tornaria muito influente. Já em seu primeiro volume, a capa era de Moebius e Philippe Druillet, e havia as primeiras histórias de Arzach e Major Grubert. A maior parte de seu trabalho na revista foi republicada depois.

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SERPIERI
Paolo Eleuteri Serpieri (Veneza, Itália - 1944) é um escritor de histórias em quadrinhos e ilustrador italiano, conhecido pelo alto nível de detalhes em seus trabalhos retratando as formas humanas, particularmente imagens eróticas de mulheres.


É mais conhecido pelo seu trabalho na série erótica de ficção científica Druuna. Serpieri mudou-se para Roma quando jovem para estudar pintura e arquitetura na Fine Art Academy em Roma com Renato Guttuso e iniciou sua carreira como pintor em 1966, mas em 1975 ele transferiu seu foco para os quadrinhos ao assumir um cargo na revista italiana Lanciostory. Um grande fã do Velho Oeste americano, com o escritor Raffaele Ambrosio, Serpieri foi co-autor de L'Histoire du Far-West ("A História do Oeste"), uma série sobre a história do Velho Oeste que foi publicada nas revistas Lancio Story e Skorpio. Alguns dos títulos foram L'Indiana Bianca (The Índio Branco) and L'Uomo di Medicina (O Homem da Medicina). A partir de 1980 Serpieri trabalhou em coleções como Découvrir la Bible, assim como em pequenas histórias para revistas como como L'Eternauta,, Il Fumetto e Orient-Express.
Sua personagem, a sensualíssima e erótica Druuna, segundo o próprio autor, teve inspirações para sua composição visual nas garotas das praias cariocas.

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MILO MANARA
Redução do nome original Maurilio Manara (Itália, 1945) Milo Manara é um desenhista italiano mais conhecido pela vertente erótica da sua obra. 

Os quadrinhos de Manara geralmente giram em torno de mulheres elegantes, bonitas expostas a cenários e enredos eróticos improváveis e fantásticos. O estilo de Manara favorece linhas mas simples e limpas para e reservam traços mais complexos para seus monstros ou outros elementos sobrenaturais. Em alguns de seus livros mais famosos estão os contos "Il Gioco" (1983, em quatro partes, de "Click!"), sobre um dispositivo que deixava as mulheres incontrolavelmente excitadas, e "Il Profumo dell'invisibile " (de 1986, em Butterscotch), sobre a invenção de uma tinta que deixava seu portador invisível.Um dos seus trabalhos mais aclamados foi justamente em colaboração com Hugo Pratt, The Ape, para a Heavy Metal revista cult do início dos anos 1980, que reconta a história de Sun Wukong, o deus-macaco da mitologia chinesa - com humor, arte sensual e uma série de críticas políticas. Em Julho de 2006, Manara desenhou um capacete para Valentino Rossi, feito especialmente para o Grande Prêmio da Itália, em Mugello. Marana também contribuiu em muito trabalhos para o cinema de Federico Fellini, com story boards para seus filmes.

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HUGO PRATT
Hugo Eugenio Pratt (Rímini, 1927 / Grandvaux, Suíça, 1995). Prat foi um autor de banda desenhada, italiano, mas ficou mundialmente conhecido como criador da personagem Corto Maltese


Corto, segundo seu criador, nasceu em La Valette, na ilha de Malta em 1887, filho de um marinheiro da Royal Navy originário da Cornualha e de uma cigana originária de Sevilha, e tem nacionalidade britânica. Reside oficialmente em Antigua, nas Antilhas, apesar de a sua única residência conhecida ser em Hong Kong. Em suas aventuras cheias de referências, várias vezes Corto cruzou com personagens históricos reais como o escritor Jack London, o fora-da-lei Butch Cassidy, o piloto alemão Barão Vermelho, e muitos outros. Inúmeras vezes, o parceiro de viagens de Corto foi Rasputin, um sociopata russo. Inspirado na história e nas paragens do Brasil, Pratt escreveu a história Sob o Signo de Capricórnio, na qual Corto Maltese passa boa parte da aventura na Bahia, onde encontra personagens fictícias como o cangaceiro Tiro Certeiro, e figuras reais como Corisco de São Jorge (também personagem do filme de Glauber Rocha, "Deus e o Diabo na Terra do Sol").

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CREPAX

Guido Crepax (Milão, 1933 / 2003) foi um artista, ilustrador e autor de histórias em quadrinhos italiano de traço inconfundível e poética visual quase bruta. 

Se tornou conhecido com as histórias de sua personagem Valentina, criada em 1965 e caracterizada por uma série em quadrinhos que envolvem conteúdo extra-sensual e artístico, sendo bastante representativa do espírito estético da década de 1960. Criada para representar a nova mulher surgida naquela década 1960, Valentina reúne erotismo, liberdade, inteligência, sonho e luxúria. Notabilizou-se também pela linguagem sofisticada, "cinematográfica", de seus desenhos. É considerado também um dos principais nomes dos quadrinhos europeus de temática adulta na segunda metade do século XX.
 

sábado, 3 de novembro de 2012

Watchmen: revolução na linguagem dos Quadrinhos


Por Marcelo Lopes

A obra Watchmen é uma das principais responsáveis pela linha narrativa adulta que elevaram as Histórias em Quadrinhos a um patamar diferenciado a partir da década de 1980 e hoje inspira megaproduções que lotam as salas de cinema. Sombrio, complexo e repleto de enredos intrincados, o novo perfil destas histórias – como a trilogia do Batman, do diretor Christopher Nolan – alinha uma abordagem inovadora sobre heróis e vilões das HQ’s. Watchmen é a referência mais profunda deste novo modelo: uma série de histórias em quadrinhos escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons, publicada originalmente em doze edições mensais pela editora norteamericana DC Comics, entre 1986 e 1987.

Considerada um marco importante na evolução dos quadrinhos, introduziu abordagens e linguagens antes ligadas apenas aos quadrinhos ditos alternativos, além de lidar com temática de orientação mais madura e menos superficial, quando comparada às histórias em quadrinhos comerciais publicadas naquele país. O sucesso de crítica e de público que a série teve ajudou a popularizar o formato conhecido como Graphic Novel (ou "romance visual"), até então pouco explorado pelo mesmo mercado.

Diz-se que Watchmen foi, no contexto dos quadrinhos da década de 1980, um dos responsáveis por despertar o interesse do público adulto para um formato até então considerado infanto-juvenil. Watchmen também é a única história em quadrinhos presente na lista dos 100 melhores romances eleitos pela revista Time desde 1923.

Sua adaptação para o cinema foi lançada em março de 2009 e conseguiu agradar em cheio os fãs da história, um feito extraordinário após mais de vinte anos de expectativa de ver na telona o ambiente crepuscular e denso dos personagens de Alan Moore.

Agora, o co-criador e ilustrador de Watchmen, Dave Gibbons, oferece uma nova versão da Graphic Novel em vídeo, desta vez acrescentando ação, vozes e sons ao visual já revolucionário conhecido pelos fãs da série. Neste novo trabalho, todos os capítulos que compõem a história abordam detalhadamente partes importantes do enredo: da misteriosa morte do personagem Comediante até o melancólico destino dos super-heróis e seu importante papel no mundo. Detalhes que não fizeram parte do longa-metragem, mas que aqui encontram espaço para um diálogo mais próximo com o público, evidenciando seu relevante papel na história dos Quadrinhos ao romper com os padrões de sua época.


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