quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A Caxumba Desceu

Por Marcelo Lopes

A inquietação, em seus vários níveis e formas de se expressar, é a força motriz de qualquer processo criativo. Pode ser trabalhoso, mas sua gênese depende de coisas fundamentais como suor e perseverança. Isso em qualquer idade, lugar ou situação. Fuçando um infindável mundo de papeladas em casa, esbarrei com verdadeiros tesouros de um tempo de inquietações estudantis que provam definitivamente que eu nunca fui um sujeito normal. Que bom.

Quando entrei para a universidade, ingressaram também muitos amigos e colegas do mesmo naipe, povoando os pátios, salas e espaços livres como uma manada irrequieta e indócil, prontos a serem lapidados de alguma forma, tendo em comum muita ideia na cabeça e nenhuma câmera na mão. Cada uma achou seu caminho para dar vazão a tanta energia, para além dos estudos: música, teatro, dança, pintura, centros acadêmicos, DCE; enfim, tudo o que os currículos formais não davam conta na grade acadêmica. Minha escolha e de outros dois amigos, Caio Cesar e Elton Quadros, teve por si mesmo um nome à altura da proposta: “A Caxumba Desceu”.

A Caxumba era um fanzine, assim como as outras duas iniciativas do gênero que vieram depois. Uma revista artesanal, diagramada com recortes xerocados, repleta de textos infames, tirinhas de personagens criados especialmente para sua ideia essencial: esculhambar com tudo e todos da forma mais democrática possível. O título, cuidadosa e merecidamente escolhido, venceu as outras duas sugestões – “Libido Suicida” e “Coito Interrompido” – com o louvor da sua potente imagem, que viria a se tornar a logomarca da revista: uma versão estilizada da estátua de David, de Miguelangelo, submetida às sequelas de uma caxumba recolhida (vide o desenho para a capa da primeira edição). 

O Grande Putz e Cenas do Cotidiano/ Ilustração: Marcelo Lopes
Eram poucas as tiragens para cada número, cedidos em forma de cópias reprográficas como apoio pelo então coordenador de produção vídeo da Uesb, o sempre irrequieto e saudoso Jorge Melquisedeque. Ideias assim, por mais insanas que pareçam, necessitam de olhares generosos para que possam frutificar em experiências válidas. E meu velho amigo Jorge não só apoiava, como atiçava para ver no que dava.

O fanzine teve seu lançamento numa das sessões do Programa Janela Indiscreta Cine-Vídeo Uesb. A fala representativa da reitoria – que em discurso nos adjetivou como “arautos da nova linguagem” – ainda reverberou em risadas no fundo do auditório. Não da plateia, mas nossas mesmo, o trio de arautos. 

Cenas do Cotidiano/ Ilustração: Marcelo Lopes
As seções da revista traziam pérolas como o “Festival do Inferno da Bahia”, com as bandas mais quentes do Axé, vindas diretamente das profundezaz com "Bel e seus Zebus"; a “Campanha Mocreia Esperança: adote você também uma mocreia”; e patrocínios fictícios do Papel Higiênico Soprano e dos Chicletes Nagô (sabores oguntê, nagolelê, ojuobá, acarajé, abará, zumaê e vendidos nas cores Gil e Caetano). Recheados de ilustrações, charges e tirinhas o fanzine angariava adeptos e sucesso a cada lançamento. Mais prazerosa que a reação do público leitor era conceber tantas asneiras criativas em intermináveis reuniões de pura risada.

Revista Mercúrio
A Caxumba teve vida curta, apenas quatro edições, lançadas a cada dois meses, mas frutificou em outras duas ideias: a revista Mercúrio, mais séria, recolhendo em coletâneas textos poéticos de vários colegas pela universidade, organizada em parceira com o hoje professor Ronaldo Ferraz. Era lançada em forma de sarau poético, com participações de colegas músicos (e também escritores-colaboradores) como Claudia Rizo, Iolando Fagundes e Ricardo Marques, em noites memoráveis ao som de composições autoriais, clássicos nacionais e regionais. 

A segunda, a revista Movimento Dodói, era uma versão local do Dadaísmo e tinha à capa de cada edição uma versão desenhada de uma cusparada de Fanta laranja sobre uma folha de papel em branco, contornada à caneta (já seca, obviamente). A Dodói reunia textos de conteúdos e estéticas mais absurdas, mas divertidas, trazendo poemas antológicos como O Bidê:

Capa da Dodói
Bidê
Bi = 2
2 D
D sentar e 
D lavar

Rememorando estas passagens criativas é possível perceber o valor que todas estas experimentações trazem para construção de um futuro criativo. A importância do novo, do provocativo, ainda que expressa de forma inusitada, é reconhecidamente um componente visceral e educativo, assumidamente inquieto, capaz de gerar tantas outras ideias. Partilhei (e partilho) destas experiências ainda hoje com muitos destes mesmos amigos e tantos outros que se somaram ao longo do tempo e a eles agradeço imensamente.

Os Irmãos Karimeuswos, Jacinto Leite e Cenas do Cotidiano/ Ilustração: Marcelo Lopes



sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Micareta em Conquista por quem?

Por Marcelo Lopes


Não existe nada mais na moda que a originalidade. Isso tem vínculo direto com o reconhecimento e a valorização da identidade de qualquer manifestação concreta, seja de uma personalidade ou de um povo. E por isso fico aqui pensando com meus botões (na verdade, fico coçando a barba) em que medida se pesam iniciativas “legítimas” como as que hoje querem trazer de volta a micareta a Vitória da Conquista.

Arquivo /PMVC
Vejamos: entre as décadas de 1980 e 1990 a micareta surgiu no Brasil como um fenômeno que criava alternativas para que cidades do interior pudessem ter em suas festas de rua artistas festivos conhecidos do grande público e que, de outra forma, não achavam economicamente interessante deixar os grandes centros durante o carnaval para pautarem shows em municípios menores. Daí, o carnaval fora de época: a oportunidade de movimentar um mercado doze meses por ano em todo lugar do país, girando recursos em todos os setores das economias locais. Uma ideia interessantíssima enquanto durou, mas uma febre, que como toda febre que não passa, mata ou sequela.

Em Conquista a fórmula se desgastou paulatinamente – como, aliás, em praticamente todo o país. Os blocos foram se escasseando, as atrações se polarizando em um ou outro produtor mais articulado e a programação se tornou um desfile das mesmas coisas, sem novidades, diversidade ou esforços para se reinventar. Os últimos suspiros da micareta conquistense tiveram, por parte do poder público, atrações como Daniela Mercury e Dudu Nobre, tendo este último como uma tentativa de fugir da mesmice das programações anteriores. A derradeira tentativa de manter vivo o evento na cidade ocorreu em 2008, com ínfima participação de empresários do setor – a maioria preferiu agendar programações privadas após a data da micareta – e um minguado público que circulou nas imediações do Parque de Exposições.

Os anos seguintes já revelavam que a micareta não era há muito tempo o único caminho de trazer para a cidade atrações que antes povoavam as festas carnavalescas fora de época: em todos os meses do ano, as iniciativas privadas do ramo do entretenimento garantiram figuras artísticas do circuito comercial no calendário das chamadas festas de camisas, com nomes de destaque do axé music, sertanejo, pagode e adjacências, cobrando valores consideráveis nos ingressos de eventos de grande porte, registrando inclusive - e durante muito tempo - sérios problemas para cumprir a venda de meia-entrada, garantida por lei.

De lá para cá, o mercado do entretenimento veio se profissionalizando, as tecnologias se fizeram mais acessíveis para estruturas de eventos de pequeno, médio e grande porte, tornando uma realidade o surgimento de novos produtores e realizadores. O circuito de eventos na cidade se acentuou e – principalmente – se diversificou, fazendo de Vitória da Conquista o polo mais destacado da produção cultural do interior do estado.

Muito pesou também o entendimento da administração pública municipal com sua política de eventos nos últimos anos: atividades como o Natal da Cidade e o resgate do São João tradicional, entre outros, demonstraram que o papel do executivo das políticas públicas é o de efetivação dos valores regionais, e que é possível agregar cultura de identidade com entretenimento. Este entendimento também é expresso pelas diretrizes do próprio Ministério da Cultura: que iniciativas autossustentáveis e comerciais como artistas, estilos da moda e/ou outras manifestações voláteis de fins exclusivamente de mercado não devem fazer parte das políticas de incentivo e fomento. Daí estas iniciativas não serem contempladas em editais públicos para cultura, uma vez que estas linhas de fomento visam, entre outros aspectos, preservar estimular, registrar e articular manifestações espontâneas da cultura popular que, eventualmente e por efeito colateral, podem ou não encontrar ressonância com iniciativas de mercado.

Foto/ Blog do Anderson
Quando se levanta novamente a discussão sobre se Conquista deve ou não ressuscitar a falida Miconquista, sob a alegação do interesse popular, tudo o que me vem à cabeça é a lembrança recente de um fevereiro de 2012: saindo da praça em frente o Tiro de Guerra, numa tarde de segunda de Carnaval, o bloco Bloco Curtaki, com a tradicional Banda Seca Gás & Banda de Sopro desceu a Rua dos Andrades rumo à Barão do Rio Branco, no Centro. Com uma divulgação precária, um boca-a-boca solidário e recurso quase nenhum, um mundo de gente de todas as idades, adultos, crianças, cores, partidos e orientações sexuais, espontaneamente fantasiados, encheu o feriado vazio de uma cidade sem carnaval ao som das velhas marchinhas. Até ali, eu e meio mundo de gente, não havia percebido na pele o quanto estas manifestações espontâneas dos dias pândegos e mundanos do carnaval nos faziam falta.

Foto/ Blog do Anderson
Esta não é uma constatação da minha história pessoal - que viveu a adolescência justamente se acabando nas festas de micareta, o auge da dinâmica cultural da época - é uma constatação cultural, de uma carência de sentidos, de partilhas em momentos menos comerciais e mais valiosos. Momentos que podem ser vivenciados por Seu Cicrano ou Beltrano, que os viveu há cinquenta anos, mas também pelos meus filhos, de onze e oito anos, que nunca puderam sentir essa sensação de festança carnavalesca democrática na cidade onde nasceram.

Medidas sejam dadas: existe espaço para todos, para os que lucram, para os que especulam, para os que trabalham, os que prestam serviços e o que se divertem. A realidade de hoje permite que isso ocorra a qualquer tempo no calendário da cidade, mas efetivamente não cabe ao poder público reativar um evento como um carnaval fora de época, quando o mais verdadeiro manifesto da vontade popular se faz sozinha e nem mesmo ocorre fora de época.

Não há nada errado em querer reviver um passado lucrativo, mas isso não é papel do poder público. Existe uma clara diferença entre Bem Cultural de interesse público e produto de consumo público e mercadológico, qualquer que seja sua natureza, embora muitos dos que se filiam a esta proposta anacrônica façam de conta que não saibam. É sobre isto que este texto fala.

E viva o Seca Gás!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Intercenas Musicas neste final de semana

Release do evento

Iniciado em 2011, o Intercenas Musicais promove a circulação de artistas baianos dentro e fora do estado, com a realização de eventos e mini-turnês. O projeto vem consolidando uma rede de trabalho na área da música, na integração de ações em cidades da Bahia – Cachoeira, Feira de Santana, Juazeiro, Vitória da Conquista, Itacaré e Salvador –, além de São Paulo, Florianópolis e Curitiba. São mais de 20 shows em cada edição, feitos de forma conectada, havendo encontros entre artistas residentes e visitantes, numa troca de referências compartilhadas com diferentes públicos

O Intercenas pretende, assim, ser ponto de partida para extensões e novos negócios, impulsionando oportunidades. É feito também de forma articulada com a InCubadora de Festivais de Música, multiplicando os resultados e aproveitando o trânsito de músicos para aquecer a programação cultural em toda a Bahia

Em Vitória da Conquista os shows acontecerão no Teatro do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, dia 19/01 (sábado), às 20 horas, onde estarão se apresentando o artista Alisson Menezes e as bandas O Quadro, Escola Pública e Scambo.

O projeto é uma realização da Maquinário Produções em parceria com a Catrupia Produções e patrocinado pelo Conexão Vivo através da Lei de Incentivo Estadual FAZCULTURA.

domingo, 13 de janeiro de 2013

A legião da Legião Urbana

Principais discos da banda que revolucionou o rock brasileiro
Por Marcelo Lopes

Acho que virou um tipo de ritual. Da mesma forma como também não se explica de forma muito racional a devoção em torno da figura do cantor Raul Seixas (fenômeno que não faço qualquer juízo de valor, porque eu também acho o cara muito bom), a Legião Urbana é um fenômeno retroalimentado geração a geração, tornado a trilha sonora de uma geração inteira. Seu som resiste bravamente muitos anos depois a morte seu líder e vocalista, o cantor Renato Russo. Hoje, entre outros tantos legados, a Legião Urbana é repertório quase que obrigatório em todo final de festa que abriga algum vilão (e música que preste, diga-se de passagem).

Assim como Agenor de Miranda Araújo Neto (o Cazuza), Renato Manfredini Junior, o Renato Russo foi uma dessas figuras que não cabiam em si: polêmico, poeta e artista, por isso mesmo, incoerente e puto da vida, como ele mesmo afirmava. Segundo D. Lúcia Rocha, mãe de um dos mais inquietos artistas brasileiros, o cineasta Glauber Rocha – que também morreu cedo demais - pessoas assim são com uma vela que queima dos dois lados, consomem-se na vida como se o tempo fosse sempre muito pouco e o corpo um receptáculo combustível, pirotécnico, alegórico e manifesto.

Renato Russo: polêmico, poeta e puto da vida
A Legião foi uma banda de rock, surgida em Brasília entre 1982 e 1996. Ao todo, lançaram dezesseis álbuns, somando mais de 20 milhões de discos vendidos, somente na época em que atuaram. Ainda hoje, é o terceiro grupo musical da gravadora EMI que mais vende discos de catálogo em todo o mundo, com uma média de 250 mil cópias por ano. O fim do grupo foi marcado pelo falecimento de Renato Russo, em 11 de outubro de 1996. A banda é uma das recordistas de vendas de discos no Brasil com dois Discos de Diamante pelos álbuns Que País É Este, de 1987 e Acústico MTV, de 1999. A banda faz parte do chamado quarteto sagrado do rock brasileiro, juntamente com o Barão Vermelho, Titãs e Paralamas do Sucesso. Esta úlitma banda, sob a voz de Herbert Vianna, foi uma das principais responsáveis pelo reconhecimento do trabalho da Legião Urbana.

Legião e Paralamas: histórias interligadas
A Legião Urbana foi, muito especialmente, a minha trilha sonora adolescente. Friso o termo “adolescente” em contraponto e alerta total ao que se ouve hoje em dia, sem querer entrar diretamente na questão ou mesmo querer adotar tom conservador, até porque, mesmo agora, o rock ainda está longe de ser um som conservador. Músicas como “Geração Coca-Cola”, “Será”, “Pais e Filhos”, “Eduardo e Mônica” e "Faroeste Caboclo” (que deve estrear nos cinemas em 2013), além das letras fortes, faziam sucesso quase sem refrão. Sintonizadas com seu tempo, eram repletas de imagens e histórias que se tornaram empáticas a um sem-número de jovens, que se viam nas músicas da banda. Sua obra legou a muitos fãs o interesse pela literatura, pela política e pela arte de uma forma ampla, ajudando a formar muitos bons educadores, médicos, engenheiros, artistas e profissionais que atuam dentro e fora área da cultura, e que têm em comum, sobretudo, um olhar humanístico sobre tudo o que fazem. Para a cultura popular, a herança de Renato, Dado Vila Lobos e Marcelo Bonfá ainda rende dividendos culturais ajudando a apurar os ouvidos de muitos novos fãs, influenciando bandas, que como eles, correram à margem da grande mídia, buscando originalidade e verdade no que propunham.

Deste meu legado para a arte, estimulado também pela Legião, registro – com louvor e algumas adaptações pertinentes – um trecho de Carlos Drummond de Andrade: Eu não devia te dizer/ mas essa [tarde de domingo] / mas essa [cerveja]/ botam a gente comovido como o diabo.

* Para meus queridos e sempre amigos Helisson e Claudinha.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O Circo de Soleinildo nos palcos baianos

Por Marcelo Lopes

Quanto vale um edifício erguido sobre maciças toneladas de sonho? Um imenso picadeiro armado entre os mais concretos desejos humanos? E quem nos convence a comprá-lo quando os ditames do mercado real nos distanciam do essencial à vida e nos vendem, compulsoriamente, artigos da mais importante futilidade?

O circo - uma das mais antigas e completas artes de espetáculo no mundo – vive ainda hoje dilemas entre crise e renovação, em busca de uma reinvenção que em muitos casos compromete a sobrevivência de iniciativas com décadas de histórias, subemergindo sua magia original picadeiro no meio de tecnologias e produções que muitas vezes fogem a tudo o que o circo sempre foi. Principalmente, repensar a arte circense é um processo de restabelecimento de um diálogo criativo capaz de trazer novamente seu público à plateia.

As sinceras questões que permeiam o hiato entre a vida útil e a arte são a matéria-prima do espetáculo “O Circo de Soleinildo”, da Cia Operakata de Teatro, narrada na forma de um circo que não quer morrer, e de personagens que teimam em interpor a criatividade entre o público e o mundo consumista que o engole. Numa época em que a arte circense se resignifica sobre os moldes de uma cultura de mercado, a exemplo da grandiosidade empresarial e artística do Cirque du Soleil, a luta de um pequeno circo mambembe - que tenta sobreviver aliando falsamente seu nome ao grande empreendedor canadense das artes – o Circo de Soleinildo impõe-se aos percalços e às desilusões numa história poética, límpida e comovente.

Repleto de referências visuais - da composição do cenário a completa textualização gestual da história - a peça, vencedora do 13º Festival de Cenas Curtas pelo Galpão Cine Horto (MG) em 2012, traz para os palcos a magia deste mesmo circo construído sobre a ilusão e o sonho. Faz destes elementos peças fundamentais para o entretenimento e o enternecimento do público, resgatando-o deste universo engolfado pelas sombras do tempo, fazendo-nos lembrar principalmente que o peso da perda de um mundo tão povoado de criatividade e valores artísticos não é apenas do artista circense, mas de todos nós.

“O Circo de Soleinildo” e o a peça “Colégio Kadija – Esquete 10” foram os primeiras espetáculos da Temporada VerãoCênico 2013, apresentada dia 9 de Janeiro, no Centro de Cultura Camillo de JesusLima, em Vitória da Conquista. Até o próximo dia 30, a cidade receberá também as montagens “Entre Nós – Uma Comédia sobre Diversidade”, “Vidas Secas” e “Iauretê”. As apresentações acontecem sempre às quartas-feiras e o preço dos ingressos varia entre R$ 1,00 (inteira) e R$ 0,50 (meia). O projeto é uma realização da Fundação Cultural do Estado da Bahia – Funceb que realiza a Temporada ainda em outras cidades nos seis macroterritórios baianos: Alagoinhas, Barreiras, Euclides da Cunha, Feira de Santana, Irecê, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Mutuípe, Porto Seguro, Teixeira de Freitas e Valença.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Alisson Menezes e o show Fala Meu Boi Baiano


Por Leu Couto

Foto: Rayza Lélis

O cantor e compositor Alisson Menezes integra a grade de artistas do Intercenas Musicais, que acontecerá em Juazeiro, BA, dia 11 de Janeiro de 2013, no teatro do Centro de Cultura João Gilberto a partir das 19h.  Com um estilo difícil de codificar, os shows de Alisson são sempre marcados pela variedade de ritmos utilizados em suas canções. Impregnado de uma brasilidade que nos leva ao reconhecimento imediato de nossa identidade, o show nos propicia uma viagem musical por algumas regiões do Brasil, além de promover a interação com o público através de canções autorais e de domínio público.

A utilização de instrumentos como a viola de 10 cordas, tambores, pandeiros e outros instrumentos percussivos e de cordas marcam o tom da folia. O artista que é oriundo da Bahia tem se destacado no cenário da música independente brasileira, se apresentando em grandes eventos, mostrando a sua verdade musical, como ele mesmo diz em sua canção:

“Meu cantar não se dobra a senhor ou patrão
Minha pisada é firme em qualquer direção
Sem mala, sem cuia, somente canção
Minha cruz, minha espada, meu vinho, meu pão...”

O QUE: Projeto Intercenas Musicais
QUANDO: 11 de Janeiro - 19h
ONDE: Teatro do Centro de Cultura - Juazeiro (BA)